A romãzeira, Punica Granatum L. (P. granatum), é um arbusto lenhoso, ramificado, da família Punicaceae, nativa da região que abrange desde o Irã até o Himalaia, a noroeste da Índia. Tem sido cultivada há muito tempo por toda a região Mediterrânea da Ásia, América, África e Europa. Apresenta folhas pequenas, rijas, brilhantes e membranáceas, flores vermelho-alaranjada dispostas nas extremidades dos ramos, originando frutos esféricos, com muitas sementes em camadas as quais se acham envolvidas em arilo polposo.

A beleza de seu arbusto, flores e frutas simbolizam sanidade, fertilidade e abundância. No budismo, a romã representa a essência de influências favoráveis. No Japão, ela é conhecida como Kishimojin, usada para estimular a fertilidade. Na China e no Islamismo a romã tem um papel como símbolo de fertilidade e abundância. No Cristianismo, representa ressurreição, vida eterna e fertilidade.

Tanto a planta, como o fruto, têm sido utilizados em residências ou em banquetes pelo efeito decorativo das suas flores e dos seus frutos, além do seu uso como cerca viva e planta ornamental. Segundo uma antiga crença popular, se você levar na carteira três sementes de romã, “dinheiro nunca há de lhe faltar”.

Atualmente, a literatura científica aponta as propriedades medicinais da romãzeira com potencial atividade antioxidante, anti-inflamatória, antifúngics, antineoplásica e quimioprotetora. Entretanto, há ainda poucos estudos etnobotânicos, de farmacognosia e toxicológicos suficientes para elucidar os mecanismos de ação e efeitos dos constituintes químicos derivados da romã. De mesmo modo, mostram-se promissora para os produtos farmacêuticos e alimentícios, mas ainda há carência de pesquisas em humanos.

 

Observou-se que a punicalagina, um tanino elágico derivado do fruto da romanzeira é provavelmente um dos principais constituintes antimicrobianos desta fruta.

Além disso, suas propriedades funcionais de deve a presença de flavonóides e polifenóis entre eles antocianinas, catequinas, taninos, ácido gálico e ácido elágico, além de ser um alimento rico em vitamina C, vitamina A e Vitamina E.

As antocianinas são substâncias antioxidantes que dão a coloração vermelha à romã no estádio maduro. Estes pigmentos são compostos fenólicos, solúveis em água, pertencentes ao grupo dos flavonóides, amplamente difundidos no reino vegetal, que conferem aos frutos, flores e raízes as nuanças de cores entre laranja e vermelha, e são simportante na prevenção da degeneração celular.

Já, as catequinas presentes na romã podem atuar na inibição de carcinógenos e no desenvolvimento dos tumores. As catequinas exibem ainda propriedades antioxidantes, semelhantes às das vitaminas C (ácido escórbico) e E (tocoferol), que ajudam a inibir a dos radicais livres, protegendo o organismo de algumas doenças.

De fato, são ótimas para o consumo diário, em sucos, saladas de folhas cruas e saladas de frutas!

 

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