Há 10 anos trabalho com pacientes que receberam atenção nutricional neste período, e particularmente, acredito que temos êxito no atendimento clinico quando buscamos bases científicas, a pesquisa, o senso crítico e a ética porque que nos dias atuais é crescente a procura por cirurgias plásticas tem aumentado significativamente.

A arte da cirurgia plástica consiste na restauração da forma e da função corporal, resultando em melhora não somente da parte estética como também da qualidade de vida. Sua divisão clássica é: cirurgia plástica reparadora ou reconstrutiva e cirurgia plástica estética ou cosmética.

Você sabia que o Brasil é um dos países que mais realiza procedimentos em cirurgia plástica no mundo? E, ao realizarmos uma busca nos portais de bases de dados em saúde, aproximadamente 100.000 estudos que abordem cirurgia plástica, porém não mais de 500 estudos relacionados com a nutrição. Logo, muitos ensaios clínicos randomizados devem ser realizados para afirmarmos uma Dietoterapia concreta, contudo, como é um paciente frequente no consultório, a promoção do bom estado nutricional para melhora da imunidade e cicatrização torna-se fundamental.

Neste contexto, precisamos é recordar que nas fases clássicas da cicatrização descritas como inflamatória, proliferativa e maturação tecidual a demanda metabólica do reparo tecidual aumenta as necessidades de proteínas, vitaminas e minerais resultando numa intensa inflamação e atividade celular local. Por isso, os períodos pré e pós-operatório merecem atenção na adequação de energia e proteína, aumento do consumo de frutas, hortaliças e hidratação.

Alguns especialistas discutem sobre orientar uma dieta antiinflamatória e de baixo índice glicêmico, e por isso prescrevem suplementação oral ou planos alimentares com os compostos bioativos das uvas, cúrcuma, soja, frutas cítricas, maçã, crucíferas, pimenta, romã, gengibre e no chá verde, com sugestões e receitas personalizadas.

Contudo, a excelência é o paciente estar em acompanhamento nutricional desde o período pré-operatório, pois a intervenção nutricional ao promover o correto hábito alimentar, individualmente, pode restringir no pré-operatório suplementos e fitoterápicos, o fumo, o álcool, a cafeína, alimentos fonte de ômega 3, bem como estimular o consumo de alimentos fonte de vitamina K, B9, B12 e ferro para o paciente no momento cirúrgico estar com uma melhor resposta imunológica. Já, no pós-operatório observa-se atenção no aumento da hidratação, na ingestão de proteínas, carboidratos, ômega 3, micronutrientes como vitaminas A, C, E, D, B1, B2, B6 e B12, cálcio, ferro, cobre, manganês, magnésio, selênio e zinco e, ao mesmo tempo restringir o consumo de alimentos como refrigerantes, gordura saturada, alimentos fermentescíveis, sódio e cafeína.

Nesse sentido, como a desnutrição promove riscos de infecções, má cicatrização e ainda colabora para promover um resultado insatisfatório para os pacientes bem como comprometimento da saúde e da qualidade de vida, nós nutricionistas precisamos de capacitação para atuarmos em equipes multidisciplinares.

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