O silício (Si) é o segundo elemento mais abundante na terra, ocupando 27,7% da crosta terrestre e é também um elemento encontrado nos alimentos como parte da dieta humana.

O silício orgânico pode auxiliar na firmeza e elasticidade da pele e no aumento da síntese de colágeno. No envelhecimento há redução significativa na síntese de colágeno pelos fibroblastos e de silício no organismo, mineral considerado fundamental na ativação das enzimas de hidroxilação, crosslinking de colágeno, prolina hidroxilase e ornitina aminotransferase, pois participa na indução de transcrição gênica deste tecido. Dessa forma, a privação de silício diminui a formação de colágeno do tipo I.

Estudos demonstram atividade do silício na neutralização de radicais livres, prevenção de reações de glicação avançada, mimetizador de fatores de crescimento celular e antiinflamatório. Nota-se, que associado à vitamina C aumenta a síntese do ácido hialurônico, proteoglicanas e reduz o processo de destruição da matriz dérmica pelas metaloproteinases. No entanto, o silício é um mineral com biodisponibilidade reduzida no organismo humano, pois se transforma em sílica ou silicato no trato gastroduodenal. Neste contexto, torna-se relevante identificar a presença do silício na composição dos alimentos, devido seu consumo estar relacionado com o aumento da síntese de colágeno e na redução do envelhecimento da pele.

De acordo com a literatura científica, o silício está presente na água em diversas concentrações, pois como é derivado do desgaste das rochas, minerais e solo, também é abundante na crosta terrestre. Ainda, está presente em alimentos como farelo de trigo, centeio, aveia, arroz integral, arroz branco parboilizado, agrião, feijão-verde, espinafre, beterraba, banana, avelã e Equisetum arvense.

Entretanto, até o presente momento, não foram encontradas recomendações dietéticas diárias de silício, porém foi estabelecida uma sugestão de 10 a 25 mg/dia, baseada na excreção urinária de 24 horas.

Desse modo, ensaios clínicos randomizados são necessários para avaliar a relação do consumo dietético de silício com o aumento da síntese de colágeno e redução do envelhecimento da pele.

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